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Ciclo de Vida das Embalagens


Jornada PLASTVAL trouxe novos contributos para o futuro da reciclagem

• A sustentabilidade económica do sistema “ponto verde” requer novos modelos de gestão que envolvam todos os parceiros.
• Depois de uma década a sensibilizar os cidadãos para separar as embalagens, há que promover a qualidade e a utilização de produtos reciclados.
• Portugal deve promover a auto-suficiência em matéria de reciclagem.

A menos de dois anos da data prevista na legislação para as metas de reciclagem, o sistema integrado de gestão de resíduos de embalagens (SIGRE) enfrenta o desafio da sustentabilidade económica. Este foi o tema central da conferência “2010-2020: O AVATAR do Sistema Integrado” realizada no passado dia 25 de Fevereiro pela PLASTVAL e que contou com a participação, ao mais alto nível, dos intervenientes mais interessados nesta área de actividade.

A conferência fez o balanço dos primeiros 12 anos do sistema “ponto verde”, caracterizados pelo aumento das quantidades recolhidas e separadas. As Fileiras da Madeira, Papel/Cartão, Metal e Plástico apresentaram dados estatísticos mais recentes e traçaram os principais desafios que se colocam aos vários materiais. A questão da sustentabilidade foi sintetizada por Graça Robles, secretária-geral da Interfileiras, também com base nos dados estatísticos. O aumento das quantidades recolhidas – necessário para cumprir as metas de reciclagem estabelecidas para 2011 – implica o aumento dos custos do sistema, designadamente os “Valores de Contrapartida” pagos pela Sociedade Ponto Verde aos Sistemas Multi-municipais e Autarquias (SMAUTs). Estes custos são co-financiados com as receitas dos “Valores Ponto Verde”, pagos pelas empresas embaladoras e importadoras. Chegou-se a um ponto em que os Valores Ponto Verde praticados em Portugal já estão acima dos valores praticados na maior parte dos países europeus, colocando em risco a competitividade das empresas e dos produtos portugueses.

Os desafios da sustentabilidade e da eficiência foram denominador comum a todas as intervenções da conferência. A PLASTVAL colocou em destaque os desafios da qualidade dos resíduos e dos reciclados e da inovação dos processos. O tema dos sacos de plástico foi abordado com dados estatísticos que evidenciam uma taxa de reciclagem superior à média de todas as embalagens de plástico.

José Oliveira, da ARP (Associação de Recicladores de Plástico), sintetizou a análise da indústria nacional de reciclagem, e deixou duas mensagens fundamentais: depois de uma década a promover a separação das embalagens, as campanhas de sensibilização devem orientar-se para promover a utilização de produtos reciclados; Portugal deve promover a auto-suficiência de reciclagem e evitar a dependência de destinos asiáticos. A sublinhar esta última proposta, foi exibida uma reportagem da Sky News sobre as condições infra-sociais e infra-ambientais da reciclagem na Ásia.

O debate sobre o tema da sustentabilidade foi dinamizado pela jornalista Fátima Campos Ferreira e contou com os contributos de Fernando Leite (Lipor), Luís Faísca (EGF), Rui Toscano (Interfileiras), Ricardo Pereira (ARP, Associação de Recicladores de Plástico), José António Rousseau (Díspar) e Carlos Raimundo (Ipodec). O debate envolveu muitos outros participantes na conferência, entre os quais Marcel de Botton (Logoplaste), Vera Norte (Recipac), Miguel Henriques (ANIEM), Rui Berkemeier (Quercus), Manuel Pedrosa (Grijótubos), Carlos Bento (Micronipol), Sandra Castro (Extruplás) e Saldanha Peres (Plasteuropa). A intervenção da APA (Agência Portuguesa do Ambiente) como entidade reguladora neste sector de actividade foi esclarecida pela Engª Cristina Caldeira. A Engª Carla Pinto, da DGAE (Direcção Geral das Actividades Económicas), esclareceu os presentes sobre a intervenção do Ministério da Economia.

As questões da competitividade da indústria nacional e da sustentabilidade dos circuitos de recolha e reciclagem foram, em geral, reconhecidas por todos os participantes. Segundo Rui Toscano, “o consenso sobre o problema era o maior objectivo desta jornada organizada pela PLASTVAL. Ela é a melhor base para se poder chegar ao consenso sobre as soluções. A PLASTVAL vai continuar a promover aproximação de todos os parceiros para construir as soluções que garantam a reciclagem de forma sustentável”.

Lisboa, 2 de Março de 2010

 

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